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Entrevista com Lucas de Lucca


Olá mochileiros! Tudo bom com vocês?
Há alguns dias, eu entrevistei o autor Lucas de Lucca, que escreveu "O Corvo Negro" (você pode ver a resenha do livro aqui), e decidi compartilhar com vocês! Antes de tudo, saibam quem é o Lucas: 
"Jornalista em desenvolvimento, produtor cultural por necessidade e escritor por simples amor. Um apaixonado por tudo que é cultura pop e erudita e que tenta ser feliz mesmo quando tem que falar de tristeza."
Então, vejam as respostas dele: 


01. Quem é Lucas de Lucca? 
Em um sentido existencial, sou um apaixonado. Não como um amante, porque me canso fácil de coisas e histórias. Me apaixono por uma vida e preciso terminar de contá-la, mas depois deixo seguir seu caminho sem mim. No sentido factual, sou um garoto que quis brincar de escritor e descobrir seu verdadeiro amor. Quis brincar de jornalista e descobriu que era melhor em escrever a própria história. Decidiu ajudar os outros a conquistar seus sonhos e hoje vive disso. Sou um ser humano repleto de problemas e de livros pra ler, mas nunca me arrependi de nada, porque agora estou feliz e talvez amanhã também esteja.

02. De onde surgiu a Trilogia das Plumas? 
A Trilogia tem origem em uma história que escrevi na praia em 2012. Criei um mundo e nele coloquei assassinos que se chamavam de corvos. Esses corvos queriam tirar o poder dos reis e conseguiram no final daquele livro. Mas quando decidi passar do papel para a mídia digital, cheguei a várias conclusões o que fez os personagens nascerem e a história tomar outro rumo.

03. Porquê publicar de forma independente, e não com uma editora? 
No Brasil os autores iniciantes tem apenas duas opções. Ou é independente ou gasta uma quantia exorbitante para ser injustiçado e perder tempo, cabelo e muito dinheiro. O Corvo Negro foi aprovado em um edital para ser publicado, ou seja, ganhou todo o dinheiro que precisaria para ser feito. Isso me possibilitou publicar meu primeiro livro sem grandes custos, e ainda lucrar em cima deles. Isso é importante porque um escritor sem motivação para vender e espalhar seu conteúdo morre, e a falta de dinheiro entrando é o maior desmotivador.Entre meus lançamentos desse ano, os dois também venceram editais e receberam verba. Um deles continuarei publicando de forma independente, mas outro encontrei uma editora. Fiquei feliz com a aceitação da editora, justamente porque foi a primeira e única para qual enviei Nova Rajux, que é essa publicação. Se eu não tivesse vencido esse edital, teria gasto muito dinheiro, muito mesmo. E o retorno seria irrisório. Assim que funcionam essas editoras no Brasil. Mas por que eu decidi contratar uma editora então, ainda mais a mais cara do país e uma das maiores nesse segmento? Porque de forma independente meus livros não chegam na cidade das pessoas. Decidi abdicar de qualquer lucro, porque praticamente todos os meus exemplares serão doados a escolas públicas, isso pra que o meu livro possa ser lido por mais pessoas.

04. Como foi o processo de escrita de "O Corvo Negro"? 
Como todos meus primeiros livro, escrevi O Corvo Negro no término de um relacionamento. Estava com finais de semana vazios e o manuscrito da praia ali. Em menos de seis meses tinha o livro escrito, passando todas as tardes e noites de domingo escrevendo sem parar. Era como respirar, precisava daquilo.

05. De onde surgiu Ukel?
O Ukel veio de algum lugar dentro da minha cabeça. Muitas pessoas comparam traços dele comigo, o que não discordo. Obviamente nunca matei ninguém, mas baseando minha resposta do que meus leitores dizem, tenho uma resposta satisfatória. O Ukel era uma criança normal, feliz do seu próprio jeito, até que a realidade bateu em sua porta ainda quando era muito novo. De repente, precisava ser responsável por alguém e seus pais não poderiam ajudar. Ele amadureceu muito cedo. Depois, sua mãe se matou por desgosto, isso acontece tão cedo no livro que não preciso esconder. A perda da mãe foi dura, mas a relação familiar de Ukel nunca foi forte. Nunca conheceu o pai e sua mãe o tratava como uma obrigação, mesmo que o amasse. O menininho aprendeu sofrendo como a vida é cruel, e decidiu devolver. O ponto final na sua personalidade foi a traição que sofreu, ali todos que amou um dia tinham se virado contra ele. Ukel chegou a conclusão de que o problema era amar, se apegar e confiar em outros. Por isso ele é tão frio, mesmo parecendo não ser em situações como a de Kadmir ou a cena dele e Merienir antes do capítulo 29. É uma pessoa complexa e vingativa, que finge amar enquanto não pestaneja em partir sem dar adeus.

06. Você tem outras obras, de onde surge tanta energia para a criação delas? 
Além da Trilogia das Plumas, esse ano publico o primeiro livro das Crônicas dos Três Deuses. que se chama Nova Rajux. São livros independentes que não tem ligação na história, mas acontecem no mesmo universo e os personagens são recorrentes. Também publico esse ano um livro chamado A Primeira Profecia, onde Lúcifer chega ao submundo pela primeira vez sem saber quem é. Esse segundo é uma coautoria entre eu e meu amigo Anderson Lopes, que é o ilustrador da capa de O Corvo Negro. Além das publicações de verdade, tenho uma série de contos no site doseextra.com, que não sei se ainda existe ou mudou de nome. No meu perfil do Wattpad também tenho o começo de um livro, A Dragonata, que está em pausa porque escrevo hoje outro livro. E uma nova versão do conto da Rapunzel, o qual tenho muito orgulho. Minha energia vem da vontade que sinto de contar essas histórias. Tenho muitas vidas pra botar pra fora, mas todas querem sair de uma vez só. Aos poucos, vou colocando cada uma em seu devido lugar.


07. O que você diria pra quem está começando a escrever? 
O melhor conselho, e que serve pra iniciantes, escritores medianos e grandes mestre, é a humildade. Aceitar críticas verdadeiras e tentar entender seus erros de forma humilde é o segredo para o sucesso. Assim a pessoa e o texto ficam melhores, e a relação entre autor e leitor fica mais forte.
08. Aqui eu pedi pro Lucas deixar um recadinho para nós, seus leitores.
Eu sou muito grato a todos que já leram qualquer coisinha que tenha escrito até hoje, mas sinto falta às vezes de entender o que gostam e o que não gostam. Se você lê algo e tem alguma forma para alcançar o autor e dizer o que achou, nem que seja pelo twitter ou e-mail, faça isso. O mais importante na vida de um escritor de verdade é saber que está sendo lido e o que acham do que ele faz. O Corvo Negro é meu primeiro livro e tenho muito orgulho dele, mas vou reescreve-lo várias vezes porque não estou totalmente satisfeito. Me encham de críticas, boas e ruins, falem o que gostaram e o que não gostaram. Mas façam isso querendo realmente ajudar, não por inveja ou desejando estragar o dia de alguém. Nunca me aconteceu de uma crítica ser feita para me ferir, mas acompanho amigos e amigas que sofrem isso e não desejo para ninguém
Se você tem interesse em conhecer mais o autor e suas obras, confira a página da Trilogia das Plumas no Facebook, e o perfil do Lucas no Instagram. E se você quer adquirir seu exemplar de "O Corvo Negro", é só clicar aqui.

Gostou da entrevista? Diz nos comentários :D E não esqueça de conhecer o instagram do Mochila Literária.

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